Autoridades da cidade selecionaram o “stripped-down design” do OMA como um dos finalistas na competição internacional para a Pont Jean-Jacques Bosc em Bordeaux, França. Atirando-se sobre o Rio Garonne, a proposta de OMA repensa a função cívica e o simbolismo de uma ponte no século XXI através da concepção de uma “plataforma” multimodal “que pode acomodar todos os eventos da cidade”. “Queríamos nos expressar de nodo simples – menos técnico, menos lírico, uma solução estrutural quase primitiva,” afirmou Clement Blanchet, o arquiteto do projeto juntamente com REM Koolhaas. “Esta simplicidade nos permitiu criar uma plataforma generosa para pedestres e programas públicos, assim como seria flexível para acomodar as necessidades futuras de diversos tipos de tráfego.”
Maiores detalhes sobre o projeto após o intervalo…
Acima do fascínio tradicional com estilo e desempenho técnico, o OMA tentou criar uma ponte do século 21 que explorasse as técnicas do state-of-the-art para criar um bulevar contemporâneo. Uma plataforma de 44 metros de amplitude e 545 metros de comprimento é estirada ao longo de ambos os lados, criando uma conexão direta com a terra. A ponte desce suavemente, permitindo um passeio fácil enquanto ainda dá o espaço necessário para a passagem de barcos embaixo dela. Cada tipo de tráfego – carros, RBD (tram/ônibus), bicicletas – tem sua própria pista, e são projetadas para adequar-se as mudanças de necessidades dos veículos. A maior faixa é aquela destinada aos pedestres.
A ponte é projetada coerentemente com o projeto de requalificação urbana adjacente St. John Belcier. Também tenta unir as diferentes condições das duas margens de Garrone: a Margem Direita, alinhada estritamente a uma fila de álamos, para a paisagem urbana da Margem Esquerda, procurando resolver o desafio da dualidade de aura e desempenho em um ambiente repleto de história.
A decisão final entre os arquitetos do OMA e Dietmar Feichtinger será realizada em dezembro deste ano, com a conclusão da ponte prevista para 2018.
O projeto é desenvolvido em colaboração com engenheiros WSP, o arquiteto paisagista Michel Desvigne, assim como os consultores da EGIS e da agência de iluminação Lumières Studio.